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Os anos se passam, hits vem e outros vão, mas o que nunca muda são os incríveis remixes pipocando a cada dia na nossa frente! Foi pensando nisso que o Remix Corner abre, oficialmente, seu último post do ano, com uma retrospectiva do melhor que passou por aqui neste ano. Aliás, que ano pra nós! Sim, foi em 2014 que demos vida a esta simples, mas tão significativa coluna de remixes.

Seleção de sete novidades musicais que não apareceram no blog ao longo da semana mas que valem a sua atenção.

Dando continuidade as nossas listas de fim de ano, chegou a vez do cinema. Como sabem, neste ano, o mundo do cinema ganhou um espaço maior no blog, e é claro que ele não poderia ficar de fora de tais listas. Em 2015 o cinema promete ferver tanto quanto 2014, e fica aqui uma lista com 15 filmes que você deve assistir no próximo ano! Tem filme marcando o fim de uma querida franquia, o recomeço de outras, e muuuito mais. Vem! o/

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Desde pequenos aprendemos que não se deve julgar um livro pela capa, mas quando se trata de discos, nós fazemos da maneira incorreta mesmo e, sendo assim, uma boa capa faz toda a diferença. Não foi a toa que Lady Gaga, quando precisava renovar sua imagem com o CD “ARTPOP”, lançou um álbum com a capa mais colorida e convidativa de toda a sua carreira, assim como não foi a toa que, para selecionar as trinta melhores capas do ano, convidamos o querido Ítalo Araújo, que bloga lá no Pizza de Ontem, pra nos mostrar as suas favoritas.

Nós sabemos que as férias não começaram ontem (afinal, já estamos chegando ao Natal), mas também sabemos que sempre há aquele tédio monstruoso durante esse período de folga do ano. Assim, nós do Dreams listamos 10 livros que são puro amor para você ler nas suas férias! Com comentários dos lindos Luke e Marcos Braz, vocês podem conferir um leque de opções cremosas: tem romance policial, fantasia, suspense, drama, romance fofolindo e muito mais, vem com a gente!
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Durante todo o ano, não foram poucas as vezes que falamos sobre algo ser uma das melhores ou mais legais coisas a ser lançada e 2014, com muitas singularidades, foi um ano pra lá de surpreendente, musicalmente falando. No primeiro semestre, fomos presenteados com uma enxurrada de discos de estreias, conhecendo mais e mais novos nomes que, até a metade do ano, definiram por conta própria se seriam ou não nomes para ficarmos de olho.

Do magrelo geek à um dos símbolos sexuais masculinos da música mundial: a digievolução estética de Calvin Harris é notável (e louvável), mas nem só nesse aspecto o músico merece os devidos reconhecimentos. Quando se lançou no mundo com o quase desconhecido álbum "I Created Disco" aos 24 anos, o britânico mal poderia imaginar o sucesso estrondoso que viria a adquirir. Depois do debut, vieram o segundo e o terceiro álbuns, que deram o recado e mostraram que ele cresceu, amadureceu e se tornou um dos nomes mais respeitados da eletromusic atual.

A cantora Taylor Swift tem sido um nome para ficar de olho há um bom tempo e com o disco “Red”, de onde extraiu singles como “We Are Never Ever Getting Back Together”, “I Knew You Were A Trouble” e “Everything Has Changed”, provou que podia ser bem mais que apenas mais uma cantora country, mas se neste material sua sonoridade pendeu cada vez menos para o gênero que a consagrou e tornou famosa, consolidando também o seu público, no seu passo seguinte ela foi ainda além.

É até engraçado que a review do "Rated R" venha logo depois da review pro "Blackout" da Britney Spears. Engraçado pois os álbuns possuem inúmeros pontos em comum. Não em termos de sonoridade, mas de conceito e concepção. Ambos vieram depois de momentos bastante conturbados na vida das duas. Em 08 de fevereiro de 2009, Rihanna iria performar no 51º Grammy, porém a apresentação foi cancelada. O motivo: a cantora teria sido agredida pelo (então) namorado Chris Brown.

Logo após o lançamento do "In The Zone", o quarto álbum de estúdio de Britney Spears, que ajudou de forma direta a consolidar a cantora no mercado, rendendo seu único Grammy, de "Melhor Canção Dance" para "Toxic", Britney viveu aquele momento que todo mundo está careca de saber. Super exposta pela mídia, a cantora acabou caindo numa clínica de reabilitação onde protagonizou momentos icônicos como a briga do guarda-chuva e o raspar do seu cabelo.
Lana Del Rey foi uma das nossas surpresas em 2012, quando conquistou o público com seus vídeos e recortes vintages pela internet, além da canção "Video Games", e no mesmo ano a nova-iorquina super aproveitou o hype, lançando o disco de estreia "Born to Die" e estreitando suas relações com grandes nomes da música, participando também de algumas trilhas-sonoras, como "O Grande Gatsby" em 2013 e o recente "Malévola", tornando seu nome ainda mais conhecido.

Pra encerrar a sua era de estreia, Del Rey lançou no fim do último ano o curta-metragem "Tropico", com canções do relançamento "Born to Die: Paradise Edition", mas antes mesmo que sentíssemos sua falta, ela voltou preparando terreno para seu segundo disco, "Ultraviolence". Sem medo do famigerado desafio do segundo disco, o primeiro single de Lana com o novo álbum é "West Coast" que, após ser adiada por alguns dias, finalmente está entre nós.

Sobre a canção, TAQUEPARIU. Dan Auerbach, do The Black Keys, é um dos nomes por trás do "Ultraviolence" e, falando sobre o disco, afirmou que ele é um "monstro sonoro" e que deveríamos esperar por mudanças na sonoridade de Lana Del Rey, uma vez que agora ela contaria com uma grande banda por trás da canções e, voilà!, o cara estava mesmo falando sério.

Numa sonoridade bem mais orgânica e, ainda assim, comercial, "West Coast" é uma faixa bem característica de Del Rey, com a dramatização dos seus vocais e aqueles efeitos que nos fazem ver a música, mas agora devemos somar à fórmula toda uma produção gloriosamente maior, com riffs de guitarra e uma percussão meio Lykke Li. Pra nós que, assim como a maioria, tava esperando tê-la fazendo mais do mesmo, ainda que esse "mais do mesmo" fosse incrivelmente bom, é uma surpresa pra lá de positiva, assim como foi seu disco de estreia em outrora. 

Se todo o choque sonoro não fosse o suficiente, Lana Del Rey mostra que também fez a lição de casa com a letra da canção, onde fala sobre as pessoas da Costa Oeste e o seu amor, mas consegue dosar essa sua obsessão amorosa de maneira genuinamente inofensiva, enquanto nos explica que o forte dele é ter ~a música em si~. E a música ainda passeia entre o ritmo mais urbano e animadinho do início à queda romanticamente lenta do refrão. É coisa demais, gente, sério. No que depender desse primeiro single, Lana tá mais que garantida em nossas vidas por mais um bom tempo. 

Ouça:



De acordo com a Billboard, "Ultraviolence" será um álbum visual, sendo assim, ganhando videoclipes para todas suas canções (provavelmente por meio de curtas que incluam mais de uma faixa), e mal podemos esperar pra que tudo isso aconteça. O  disco ainda não possui uma previsão de lançamento, mas há especulações quanto ao seu lançamento acontecer em maio desse ano — mesmo mês para o qual aguardamos também o enterro de suas inimigas.
Paloma Faith ganhou grande visibilidade internacional ao participar da primeira edição do The Voice UK como mentora convidada do time do Danny O'Donoghue. Durante sua passagem, performou o lead-single do "Fall To Grace", segundo álbum de sua carreira, "Picking Up The Pieces". Mas para nós, ratos de Lastfm, Paloma tem lugarzinho nos nossos iTunes desde seu primeiro álbum, "Do You Want The Truth Or Something Beautiful?".



Mesclando pop, soul e jazz, Paloma chama atenção tanto pelo vozerão marcante quanto pelo seu visual em clipes, apresentações, premiações e etc. As capas dos seus álbuns e singles são fenomenais, e fazem jus ao conteúdo dos mesmos. Com singles bem sucedidos no Reino Unido ("New York" #15, "Never Tear Us Apart" #16, "Picking Up The Pieces" #7), Paloma busca sempre incluir alguma sonoridade diferente a cada álbum, e com "A Perfect Contradiction", seu mais novo cd, ela consegue alcançar o olimpo de seu próprio estilo.

Quando a ruiva lançou o lead-single do "A Perfect Contradiction", "Can't Rely On You", o susto foi imediato: a faixa era produzida por Pharrell Williams, o produtor do momento. A fórmula "Paloma + Pharrell" foi logo rejeitada, afinal, o estilo lírico de Paloma não casava com o suingue do Pharrell, mas nos enganamos feio. "Can't Rely On You" é um híbrido maravilhoso de soul e funk, que sim, remete sem medo de ser feliz à "Blurred Lines", o smash hit do Robin Thicke, também produzida pelo Pharrell. O objetivo da escolha pelo produtor pode ter sido o despontamento dela nos charts mundiais (Pharrell tem bom dedo e o single entrou no top 10 do UK), mas isso não é defeito algum, principalmente quando a faixa em questão é uma "Can't Rely On You" e não foi produzida pelo will.i.am.



Seguindo a linha inovação, Paloma agora cai no disco (!!!) em "Mouth To Mouth". Pronta para uma discoteca, a música é uma das mais animadas do álbum e uma grata surpresa para a discografia já divina da cantora. Cheio de partes repetitivas para grudar na cabeça e não sair jamais ("do it, do it, do it, yeah!"), "Mouth To Mouth" não só pede como grita para ser single do álbum.

Voltando para as raízes do soul, "Take Me" remete mais aos trabalhos do "Do You Want The Truth Or Something Beautiful?" com seu refrão agitado e pra cima. "Pegue-me, só você pode me salvar e me alivar". Para completar as fusões da cantora no novo álbum, ela incorpora Amy Winehouse em "Only Love Can Hurt Like This". A letra, os acordes, a melodia e até a voz de Paloma em alguns momentos soam absurdamente parecidos com trabalhos de Winehouse. Composta unicamente pela ganhadora do Grammy e Globo de Ouro Diane Warren (que já trabalhou com Christina Aguilera, Jessie J, Mariah Carey, Rihanna e uma infinidade de artistas), a canção é daqueles hinos de fim de namoro: "Digamos que eu não me importe se você for embora, mas toda vez que você está lá eu estou te implorando para ficar. É como uma faca que corta direto na minha alma".



À la Adele, "Other Woman" segue a saga sofrimento de Paloma no álbum, mas sem cair em instrumentais fáceis ao piano. Fazendo a mulher traída a cantora solta "Quando você dará adeus à essa outra mulher?" num refrão inspiradíssimo e pra ser cantado em plenos pulmões. Novamente remetendo à Amy Winehouse, "Taste My Own Tears" é carregada de saxofone e "cha-lá-lá-lá", com uma Paloma que só sente algo ao provar seus próprias lágrimas. Deliciosa.

Voltando à animação, "Trouble With My Baby" é uma autêntica canção retirada dos anos 60. Composta por Faith, Andrea Martin (Leona Lewis, RBD, Nelly) e Steve Robson (James Blunt, Christina Aguilera), com instrumental meio jazz, meio pop, é impossível não balançar o pé no ritmo da música, que casa perfeitamente com aquelas cenas de dança em filmes retrô. A próxima, "The Bigger You Love (The Harder You Fall)", é um cover bem fiel (e lindíssimo) do The Sisters Love, grupo de R&B americano dos anos 70. Paloma incorpora o grupo e solta o gogó com gritos e agudos, dando força para o tema da música, estampado no título ("quanto maior seu amor, mais forte sua queda").

"Impossible Heart", a próxima da tracklist, foi composta e produzida por Chris Braide, o mesmo por trás de Lana Del Rey, David Guetta, Sia, Beyoncé, Britney Spears e Lea Michele. Já diz muita coisa, não? A música é o mais próximo do "Fall To Grace" que o "A Perfect Contradiction" chegou, e isso é muito bom. Pode parecer meio apagada no meio de outras faixas, mas é tão empolgante quanto. Em contra partida, "Love Only Leaves You Lonely" é a canção mais deprê do álbum  (sem deixar de ser estupenda). Começa com um acorde que lembra Scorpions e desemboca num refrão lindo de morrer. Parece Adele, com seus "Até a pessoa mais forte pode se quebrar" e "Amor só faz meu coração doer", mas tem o quê de Paloma, o que não pode faltar.


Para finalizar, "It's The Not Knowing" vem como um descanso depois do sofrimento. Tranquila, com vocais suaves e melodia envolvente, a canção, produzida por Dave Okumu (produtor da - olha ela de novo! - Amy Winehouse), encerra o álbum de forma competente, baixando a bola. Só para voltarmos e darmos um play no gingado de "Can't Rely On You" e ouvirmos o álbum inteiro de novo.


RESUMINDO: A principal crítica ao "A Perfect Contradiction" é que ele mesclou ritmos e sons de vários artistas, o que acabou "descaracterizando" Paloma. Aos nossos ouvidos, esse caleidoscópio de estilos só agregou à imagem e ao som da cantora, não só rendendo um álbum impecável como o seu melhor da carreira. Amy Winehouse é insubstituível, todos nós sabemos disso, mas Paloma Faith, apesar de não receber o mesmo reconhecimento, é uma candidata fortíssima a preencher o vazio deixado pela cantora de "Back To Black". Ora, mas não acabamos de dizer que Amy é insubstituível, como Paloma pode "ficar no lugar" dela? Isso, meus caros, é uma contradição perfeita.

P.S.: Se na versão Deluxe do álbum viesse uma garrafa de uísque como bônus, ganharia cinco estrelas e seria o álbum do ano.
Avril Lavigne ainda tem sua cara de 17 anos e talvez por isso seja subestimada por muitos, que a todo momento esperam por sua próxima "My Happy Ending" ou "Sk8ter Boi", mas nesse ano ela nos trouxe um novo álbum, autointitulado, e com ele firmou a resposta para algumas de nossas questões. Agora casada e beirando os trinta anos, a canadense nunca mais será aquela skatista que cantava sobre ser o oposto do sonho americano, Britney Spears, mas também pudera, de lá pra cá se passaram mais de 10 anos, e obviamente sua mente mudou. Mas até aonde as mudanças são boas?

Se no começo do ano a gente dissesse que um dos melhores álbuns pop do ano viria dos caras do Panic! At The Disco, de certo ninguém acreditaria em nós. Claro, o último álbum da banda, “Vices and Virtues”, não foi bem uma sequência do “Pretty. Odd.”, mas bom o suficiente pra manter seus fãs fiéis de olho em seus próximos passos, o que não pede por grandes mudanças em um vindouro lançamento. Seja como for, assim eles fizeram e no novo disco do duo, “Too Weird To Live, Too Rare To Die”, apresentam uma faceta bem mais radiofônica, muito bem disfarçada pelos primeiros dois singles do disco, “Miss Jackson” e “This is Gospel”.
A polícia do pop está de olho na Katy Perry! Desde o enorme sucesso do disco "Teenage Dream", a cantora californiana foi um tanto pressionada a repetir o feito com seu terceiro material e eis que ela chegou, aparentemente sem grandes pretensões, com seu "Prism". Mas será que o álbum é tão novo o quanto deveria? A internet GA-RAN-TE que não.

Tem sido de praxe praticamente nos últimos anos surgir uma revelação musical (de preferência feminina) para ocupar um espaço em nossos corações, este é o caso de Ariana Grande, que até pouco tempo atrás, era apenas conhecida por participar dos seriados "Victorious" e "Sam & Cat" da Nickelodeon. Dona de uma técnica e alcance vocal impecável, a doce Ariana se preparou exaustivamente por três anos, até que estivesse inteiramente pronta para estrear num mercado pop cada vez mais injusto. Talentosa como há muito tempo não víamos, ela já chegou arrasando. Em parceria com o também talentoso rapper Mac Miller e sem prometer, já emplacou seu primeiro single, "The Way" no topo do iTunes, de onde mesmo sem divulgação alguma de sua gravadora, a faixa estabeleceu-se no Top 10 da Billboard Hot 100.
Quem diria, hein? O Oscar 2013 conseguiu ser tão divertido quanto o Globo de Ouro apresentado por Tina Fey e Amy Poehler!

Comandando por Seth MacFarlane, criador do desenho "Family Guy", a cerimônia desse ano decidiu homenagear os musicais! Ao longo da premiação, acompanhamos muita cantoria, algumas surpresas e gafes maravilhosas (alô J-Law!).
No ano passado, exatamente na 11ª temporada de American Idol, surgia um mocinho sorridente na sala de audições à frente de J-Lo, Steven Tyler e Randy Jackson cantando "Superstition" e "Thriller". Logo de cara, não gostei muito (detesto WGWG - "with guy with guitar" nesse tipo de competição). Mas enfim, ele abriu a boca pra cantar e incrivelmente me soou algo agradável e conseguia enxergar um certo potencial.
Enfim chegamos, a última review do nosso especial da 85ª edição do maior prêmio cinematográfico do mundo, o Oscar. Depois de muito babado, confusão, tiroteio, amores e gritaria com os oito filmes (e suas reviews, principalmente, risos), o último concorrente ao Oscar de “Melhor Filme”, mas não menos importante, é Os Miseráveis (Les Misérables, 2012), do diretor Tom Hooper. Aqui vão as razões para você amá-lo e, quem sabe, começar a amar musicais, um gênero ainda visto com estranheza pelo grande público.


Olá querido leitor. Tudo bom com você? Eu espero que sim. Bem, você que acompanha o nosso especial do Oscar (você está acompanhando, né? Né?) sabe que já passaram por aqui filmes magníficos, isso acontece todos os anos. E também acontece de aparecer aquele filme que só Santa Gaga ungida no salto 30 de carne de boi sabe o que ele faz entre os indicados. O dessa edição é O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook, 2012), de David O. Russell. Venha entender o porquê.