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A boyband inglesa One Direction foi um dos maiores fenômenos pop adolescente desde a Febre Bieber e após o inesperado sucesso do álbum "Up All Night" e, não necessariamente nesta ordem, do hit "What Makes You Beautiful", Zayn Malik, Harry Styles, Louis Tomlinson, Niall Horan e Liam Payne encararam o desafio do segundo álbum.


"Take Me Home" é o nome do segundo disco dos garotos e, assim como grande parte dos artistas que iniciam suas carreiras ainda jovens, um dos grandes objetivos do One Direction no novo álbum é mostrar um amadurecimento, mas sem abandonar características que agradam a faixa etária da maior parte do seu público, claro. Bora dar uma conferida faixa-à-faixa neste material? Vem comigo!


01. "Live While We're Young"

De início, sem novidades. "Live While We're Young" segue a mesma fórmula do One Direction do "Up All Night", sendo radiofônica, bonitinha e mantendo o nível inocentemente discontraído que já conhecíamos. Não é à toa que esse foi o carro-chefe do álbum, né?

02. "Kiss You"
Assim como artistas como Ke$ha e Restart, o One Direction costuma listar nomes do rock como suas influências, mas é óbvio que eles não podem sair por aí quebrando guitarras ou rasgando vocais em suas canções, uma vez que isso iria contra o perfil fabricado dos garotos para o mercado, porém, "Kiss You" é o mais perto que eles podem chegar disso e chega a parecer algo perdido da Avril Lavigne.

03. "Little Things"

Composta pelo incrível Ed Sheeran, "Little Things" é um dos passos mais incertos e, ainda assim, confiantes dos britânicos neste CD. A baladinha mantém aquela visão perfeita do amor, qual a banda já canta sobre desde seu álbum de estreia, mas traz uma audível maturidade, proporcionada não só pelos vocais dos rapazes como também pelas dimensões de sua letra.

04. "C'Mon C'Mon"

Essa já é certa como single, né?! De volta ao nível radiofônico, aqui na potência máxima, "C'Mon C'Mon" me lembra de músicas como "S.O.S." dos Jonas Brothers. O ar bonitinho-pra-convencer-sua-filha ainda está presente, mas conta também com o adicional do estamos-mais-crescidos-do-que-vocês-imaginam.

05. "Last First Kiss"

Uma música que ficaria perfeita nas mãos da Taylor Swift. Reforçando o que vimos/ouvimos nas primeiras faixas, "Last First Kiss" conta uma histórinha pra lá de clichê, mas que funciona musicalmente bem. "Eu quero ser o último, sim, seu último primeiro beijo".

06. "Heart Attack"

Quando escutei o "Up All Night" pela primeira vez, uma das coisas que mais me atraiu foi o fato do One Direction ser tão fora dos ~padrões das rádios~ e ainda assim tão redondinhos para ela e neste álbum, "Heart Attack" é uma das que possuem essas características. O clichê continua presente, mas desta vez realmente apresenta algo à mais e é tão boa quanto qualquer coisa que tenhamos ouvido no último CD do Maroon 5.

07. "Rock Me"

Já comentamos sobre essa aqui, se lembram? Com a tracklist beirando seu fim, os rapazes resolveram mostrar que nem tudo está como antes e em "Rock Me" ousam, sampleando Queen, mas sem perder toda a inocência que ainda reina na produção. "Eu quero que você me agite, garota".

08. "Change My Mind"

Outra baladinha e funciona tão bem quanto "Little Things", mas sem as mãos do Ed. Posso estar falando besteira, mas parece uma versão acústica de "More Than A Memory" da Carly Rae, só que menos radiofônica.

09. "I Would"

Junto com "C'Mon C'Mon", "Kiss You" e "Heart Attack", essa é uma das mais animadas do álbum e também vem com um pé no pop-rock, fator proporcionado pelo fato da canção ser composta pela banda McFly. Funcionou comigo!

10. "Over Again"

De volta às mãos do Ed Sheeran e do produtor Jake Gosling, "Over Again" é a melhor baladinha do álbum. A faixa faz uma divisão generosa dos vocais para todos os meninos e ainda mostra uma harmonia incrível em seu refrão. Temos aqui uma evolução, tanto na letra quanto nos vocais, mas sem forçar a barra.

11. "Back for You"

Outra animada, dançante e redondinha. Nada que já não tenhamos ouvido anteriormente.

12. "They Don't Know About Us"

Ai que bonitinha! Ai que Backstreet Boys! Musicalmente falando, "They Don't Know About Us" é uma das faixas que melhor representa as melhorias que o 1D buscou nesse álbum. A música, mais uma vez, traz uma união bacana entre os garotos e consegue soar extremamente nova, mesmo com uma pesada influência das baladinhas que já ouvimos com os Backstreet Boys.

13. "Summer Love"

Fechando o álbum em grande estilo, "Summer Love" apresenta quase que uma orquestra, enquanto eles cantam sobre você ser o amor de verão deles. A música contou com a participação do Louis, Tom e Harry em sua composição e se iguala à "Over Again" naquilo de mostrar uma evolução sem ficar forçada.

Resumindo:
mesmo contando com um time de compositores e produtores à sua disposição, o One Direction não quis assumir grandes riscos com seu segundo álbum e, na tentativa de superar o incrível "Up All Night", acabaram fazendo algo quase que sem novidades. "Take Me Home" possui vertentes mais pop e até tem seus momentos de maturidade, mas não é algo que acrescente em nada ao que os próprios britânicos já haviam levado às rádios.



Lançar um álbum por ano não deve ser a tarefa mais fácil do mundo e a cantora Rihanna sabe disso como ninguém. A cantora de Barbados, que em sete anos de carreira possui sete álbuns de estúdio, é um dos maiores nomes do pop atual e isso não é por acaso: RiRi já foi do R&B, do hip-hop, do reggae, do pop e até mesmo do dance, e conseguiu manter sua carreira estável em todos esses gêneros e sub-gêneros, mostrando que é uma das artistas mais flexíveis do mercado atual e sem perder a força de sua personalidade.

"Unapologetic" é o sétimo capítulo dessa estranha história de Rihanna e marca uma nova fase da cantora, após o explosivo sucesso de suas parcerias com Calvin Harris em "We Found Love" e "Where Have You Been". Numa rápida análise, posso dizer que "Unapologetic" é um punhado das principais características de toda a discografia da cantora, mas tenho certeza  que você veio aqui para um pouco mais que uma simples comparação e é exatamente isso o que vamos fazer. Dá um play no novo álbum da Rihanna por aí e vem com a gente!

01. "Phresh Off The Runway"
Por mais que nosso primeiro contato com o álbum tenha sido a baladinha "Diamonds",a faixa que abre o material é a pesada "Phresh Off The Runway", que conta com a produção do David Guetta, mas passa longe das farofas do DJ (ou de sua parceria com RiRi em "Who's That Chick"). É um hip-hop do bão, que revisita faixas como "Rockstar 101" ou a mais recente "Cockiness (Love It)".


02. "Diamonds"
Essa todos já conhecem e amam, não é mesmo? Quando foi lançada, "Diamonds" fez com que muitos comparassem Rihanna com nomes como Adele e Lana Del Rey, por ser uma balada melancólica e com instrumentos que RiRi não costumava usar em suas canções, mas bastou sair o videoclipe para notarmos a facilidade que a cantora tem para tornar característico tudo o que lança, mesmo quando é algo extremamente diferente do que já passou por seu histórico. "Somos lindos como diamantes no céu".

03. "Numb (feat. Eminem)"

Quando fiquei sabendo que Eminem estaria nesse CD da Rihana, tive a sensação de que já tinha minha faixa favorita no material, mas me enganei. Com produção do Oak, que esteve por trás de músicas como "Fire Burns" da Nicki Minaj e "Rainbow" da Jessie J, "Numb" é bem diferente do que podemos esperar tanto de Rihanna quanto de Eminem, também fugindo do que os dois fizeram em "Love The Way You Lie". A canção mantém a temática amorosa que rodeia todo o álbum e o peso da primeira música do cd, porém, com uma letra nem tão potente quanto poderíamos esperar da dupla.

04. "Pour It Up"

Uma coisa que notei no "Unapologetic" é que as letras não foram uma das principais preocupações. Sabemos que a maior parte do álbum trata de amor e, em sua maioria, de uma forma bem melancólica, mas muitas acabam deixando sua mensagem pela metade, como "Numb" e "Pour It Up".

05. "Loveeeee Song (feat. Future)"

Sabe quando a MTV prepara aquelas listas de hits das décadas passadas e acabamos encontrando algumas coisas R&B bem diferentes do que esses "Ushers" e "Kelly Rowlands" da vida fazem hoje? Essa é "Loveeeee Song". A música tem uma grande influência das baladinhas noventistas e conta com a participação do cantor Future — qual eu ainda não conhecia.

06. "Jump"

Quando Rihanna lançou o "Talk That Talk", o dubstep ainda estava em ascensão nas rádios e ela aproveitou para incluí-lo em faixas como "Red Lipstick" e no mal-sucedido single "You Da One", porém, a cantora fez algo mais arriscado no "Unapologetic", agora que o dubstep já está mais que consolidado no mercado pop, e investiu de forma mais segura no Skrillex Style em "Jump". A ausência de uma boa letra ainda é notável, mas a música é super válida pra dançar, assim como sua sucessora...

07. "Right Now (feat. David Guetta)"

Pra quem entrou no barco da Rihanna após "We Found Love" e "Where Have You Been", essa será a única música boa do álbum. É uma típica produção do David Guetta, começando devagar, com o acréscimo de suas batidas ao decorrer e uma letra daquelas que aprendemos sem grande esforço. É tão boa quanto qualquer outra coisa dançante que esteja tocando nas rádios.

08. "What Now"

No caminho contrário do que disse anteriormente, sobre faltar letra neste CD, conhecemos "What Now". Com uma letra tão emocional quanto o lead-single "Diamonds", a canção pega emprestado um pouco do instrumental das baladinhas do "Lotus" da Aguilera e brinca de recriar a Rihanna de "Take A Bow", porém, adicionando também alguns elementos mais atuais, flertando com o dubstep e esbarrando com alguns riffs de guitarra. Ótima!

09. "Stay (feat. Mikky Ekko)"

Ainda entre as baladinhas e as ótimas músicas, a nona faixa do "Unapologetic" é "Stay", que conta com vocais do cantor indie Mikky Ekko. Ao contrário do Future em "Loveeeee Song", Mikky Ekko parece ter tido liberdade o suficiente para moldar Rihanna ao seu estilo em "Stay" e talvez por isso à canção não se assemelhe à nada que a cantora já tenha lançado em seus últimos seis álbuns. Simplicidade é a palavra chave aqui. Esperamos que Mikky tenha um bom retorno da mídia após essa parceria.

10. "Nobody's Business (feat. Chris Brown)"

Polêmica, barraco e confusão, só que ao contrário! Todo mundo já cansou de ver Rihanna esfregando na cara da sociedade que perdoou Chris Brown pela surra que levou em 2009, porém, a cantora precisará fazer isso até que todos compreendam que isso não é algo que vai mudar nossas vidas e talvez "Nobody's Business" seja o capítulo final de toda essa novela, uma vez que é a primeira canção ~direta~ sobre o assunto, onde Rihanna e Chris Brown afirmam que isso é um negócio dos dois e de mais ninguém. "Nobody's Business" é uma baladinha que nos remete aos hits do R&B do fim dos anos 80 ao início dos 90 e, a canção ripa um trecho de "The Way You Make Me Feel" do Michael Jackson para seu refrão, o que funcionou incrívelmente bem!

11. "Love Without Tragedy/Mother Mary"

Essa é uma introdução que se perdeu na tracklist, né? Tudo o que sentimos falta no quesito letra durante quase todo o álbum está aqui, no monólogo cantado de "Love Without Tragedy/Mother Mary". A faixa é, na verdade, duas em uma só e seu início é um pouco mais musical, contando inclusive com um sample do clásssico "Blue Jeans" da Angélica "Bette Davis Eye", interpretado pela Kim Carnes. A parte curiosa é ver todo esse discurso de arrependimento sucedendo justamente a parceria de Rihanna com Chris Brown, uma vez que já conhecemos bem a temática de todo o monólogo, estaria eu errado sobre esse ser o fim de toda a novela sobre a agressão?

12. "Get It Over With"
Mantendo a proposta iniciada por "Mother Mary", a décima-segunda faixa do "Unapologetic" também é menos musical que o resto do álbum. Enquanto temos um instrumental tão harmonioso quanto o que escutamos no "Born to Die" da Lana Del Rey, Rihanna canta sobre amor mais uma vez, desta vez acompanhada por vocais masculino (e ainda tratando do assunto das duas canções que anteriores).

13. "No Love Allowed"

Quebrando a torta de climão, Rihanna aproveita a faixa nº13 para flertar com um gênero qual ela é fã assumida: o reggae. Todos os álbuns que Rihanna lançou após o "A Girl Like Me" conta com uma investida no reggae e, desta vez, a cantora resolveu apostar em algo um pouco mais correto que "Man Down", que fez polêmica no "Loud". É uma das melhores do álbum, sem dúvidas.

14. "Lost In Paradise"

Olha o dubstep aí de novo! Ao contrário do que faço em muitas resenhas, tentei evitar apontar as melhores do álbum durante a review, só pra não correr o risco de acabar me contradizendo, mas aqui eu estou mais que certo: essa É a melhor do álbum. Em "Lost In Paradise", produzida pelo Stargate com o Labirinth, Rihanna consegue acertar na letra e na batida da canção, mesclando tanto o lado marrudo de faixas como "Phresh Off The Runway" como o emotivo de outras como "What Now". "Talvez seja errado, mas parece tão certo se perder no paraíso". Fecha o álbum com chave de ouro.

Resumindo: pelas prévias, parecia uma estratégia interessante ter "todas as Rihannas" juntas em um só disco, porém, escutando-o na íntegra, tudo soa confuso demais. De forma isolada, o "Unapologetic" possui ótimas faixas e até algumas apostas para bons singles, mas se torna quase impossível encontrar uma conexão entre elas, se não a temática amorosa e essa postura de arrependimento, que acaba indo contra o objetivo inicial do disco, que seria apresentar algo sem remorso — dar a cara à tapa. Rihanna foi muito corajosa, fazendo algo tão íntimo quanto o "Rated R", mas errou quando tentou unir o que funcionaria nas rádios no meio de tudo isso. Os destaques ficam para "Phesh Off The Runway", "Diamonds", "Nobody's Business (feat. Chris Brown)", "Stay (feat. Mikky Ekko)", "No Love Allowed" e "Lost In Paradise".


Primeiramente, vamos colocar uns pingos nuns is. O “Born To Die – The Paradise Edition” e o “Paradise” são a mesma coisa, mas também não são. O primeiro é o relançamento, ou seja, as 15 faixas do original mais as faixas novas, enquanto o “Paradise” são apenas as 9 novas. Vamos fazer a review do “Paradise”, já que o “Born To Die” todo mundo já conhece/ama/dormiu com.

Se 2011 foi o ano da melancolia de Adele, 2012 foi a vez de Lana Del Rey. Goste ou não, tão impactante quanto Adele ou não, Lana foi a artista estreante mais importante do ano, e olha que a safra desse ano foi boa. Depois de começarmos o ano com o belíssimo, lindíssimo, gatíssimo, perfeitíssimo e todos os –íssimos da vida, “Born To Die”, que, particularmente, foi uma das melhores coisas que meus ouvidos já ouviram, Lana mostra que há sim uma forma de ser diferente sem ser pedante; dá pra fazer arte sem aquelas firulas pseudo-cults. Alguns torceram o nariz quando apareceu a notícia de que a cantora relançaria seu álbum, principalmente porque seria com menos de um ano do lançamento do debut, porém essas pessoas esqueceram de que estamos falando de Lana Del Rey, e com ela o jogo é diferente. Toma um café, um suco de maracujá, coloca um fone de ouvido e se joga num lugar bem confortável para então apertar o play no “Paradise”, porque a viagem aqui é profunda.

01) “Ride”
O lead single do EP, confesso, não foi recebido com muito entusiasmo por mim. Parecia algo meio quebrado, uma Lana estranha, apesar de ser bem bela. Não tinha aquela áurea humanamente amorosa do “Born To Die”. Mas ao assistir ao clipe e entender o conceito do todo, a música ganhou um poder esmagador. Ride é a busca incansável pela liberdade, pelo eu, e é uma das músicas mais verdadeiras que Lana já compôs. Um hino. Viva intensamente. Morra jovem. Seja selvagem. Divirta-se.

 

02) “American”
Uma versão mais clean de Ride na melodia, mas liricamente mais forte, pois aponta o dedo na cara. Lana desconstrói o – utópico?- american dream, dizendo para todos serem jovens, dopados e orgulhosos, como um americano. A bridge da música é incrível.

03) “Cola”
Eis a melhor música do EP e uma das melhores ever da Lanoca. Sexy, ousada, polêmica, atrevida, deliciosa (tanto que é o novo single do EP), Lana diz que sua região sul tem gosto de Pepsi (larguei Coca). Na verdade ela revelou que o namorado dela fala isso, então vamos concordar, né? Os gemidos da música são avassaladores e causam arrepios (não são vulgares como os de Gimme More, por exemplo – amo essa da Brit, tá?). My pussy tastes like Pepsi Cola is the new black.

04) “Body Electric”
Música que Lana vem cantando há algum tempo nos shows, e resume completamente o conceito do álbum. “Eu canto o corpo elétrico”, é isso que Lana prega com “Paradise”, o corpo em chamas, queimando de desejo (opa, mais à frente vocês vão entender). O primeiro verso é primoroso e a melodia nos faz cantar em plenos pulmões.

05) “Blue Velvet”
Regravação da música do The Clovers, gravada em 1954 e que conseguiu #1 na Hot 100 e que serviu de inspiração para o filme de mesmo nome, de David Lynch. Lana pega uma música já vintage e classuda e redobra tudo isso, adicionando sensualidade, o que termina num mix só dela. Belíssima.

 

06) “Gods & Monsters”
Lana derrama o medo do ser humano de sua própria natureza e seus impulsos que o fazem sucumbir, como a fama, a bebida e o amor. Tudo isso faz com que ela e Deus não se deem bem, e ela vive no Jardim do Mal. Mas ela questiona a existência desse Deus e para que raios a vida foi feita. Sim, cabe isso e tudo mais em menos de 4 minutos de música. Isso é Lana Del Rey, bebê.

07) “Yayo”
Essa música foi originalmente lançada no “Lana Del Ray a.k.a. Lizzy Grant”, e deveria ter ficado apenas por lá mesmo. Chata e desnecessária. Existem inúmeras unreleaseds que mereciam muito mais estar aqui (Damn You, Never Let Me Go e outras gritam). Enfim, tem quem goste.

08) “Bel Air”
Mais uma vez Lana e suas referências automobilísticas. Depois do Del Rey ser homenageado, é a vez do Chevrolet Bel Air. Lanete recria a paisagem de Born To Die, com o início bem parecido; só que, ao em vez de contar com os pés como em Born To Die, Lana conta com o Bel Air para levá-la até a porta do Céu, e espera ser perdoada por tudo quando chegar lá.




09) “Burning Desire”
Opa, olha o parênteses que abri em Body Electric aqui. A faixa-bônus do Paraíso consegue terminar o laço perfeito no EP, tornando-o glorioso. Lana queima de desejo, e não há limites que ela não ultrapasse para cessar esse fogo que queima sua carne. Você me pergunta onde eu estive, eu estava em todo lugar, mas eu não quero estar em outro lugar exceto aqui.

Resumindo:
Com Lana Del Rey o patamar é outro. Arte é algo que ela tem o dom de fazer. Sua epopeia para a morte que começou lá em janeiro e termina 24 faixas depois é algo absurdamente épico. O Del Rey em alta velocidade conseguiu quebrar barreiras na música, e, apesar de ter derrapado uma vez, jamais saiu da estrada. Como li em um fã-site da cantora, o “’Born To Die’ é um álbum humano sobre amor, enquanto o ‘Paradise’ é um EP celestial sobre sexo”. E esse EP faz jus ao nome que tem.


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E agora começa nossa segunda edição da coluna "The Vespertina", com muita farofa, se prepara que hoje a coisa ta tensa.

Ciara lança clipe todo trabalhado do beyoncenismo, assista “Got Me Good”!
 




Ciara fez seu retorno das profundezas do além há um mês com o clipe do lead single do seu novo álbum, “One Woman Army”. No clipe de Sorry, Ciareta fez o basicão na balada R&B, mas não fez feio. Agora, no clipe do seu novo single, Got Me Good, a cantora segue a risca (leia-se: assistiu aos clipes de Beyoncé umas 10 vezes cada) dos clipes do gênero.

Não estranhe se você, depois de terminar o clipe de Got Me Good achar que já viu, e ouviu, tudo aquilo. A música nada mais é uma urban Run The World (Girls) sem o poder de Honey B. O clipe, desértico, todo coreografado e cheio de mulheres também remete imediatamente ao clipe da B on C, a coreografia rápida na areia, os cabelos loiros forçados ao vento, tudo amarradinho pra fazer bonito, e fez, né. O clipe é bem legal e não deixa ninguém parado, além de Ciara ser linda, porém, ela poderia ter feito algo diferente para ganhar destaque, porque é certo que a música não vai para lugar algum (a.k.a. flop), não que isso realmente importe.

Assista ao clipe de Got Me Good e depois fale pro seu irmão que quem manda no mundo são as garotas, N.



Pitbull lança clipe para "Don't Stop The Party", vamos falar umas verdades?
 


Pitbull, o maior farofeiro que a história pop já encontrou (ganha dos caras do finado LMFAO), que deve ter o recorde de “Maior fazedor de feat ever” (ganha da Nicki Minaj) lançou nesta sexta, 26, o clipe para a faixa Don’t Stop The Party (já vi esse título em algum lugar...), sua parceira (mais uma) com o TJR (who?). A faixa é o primeiro single do novo álbum do rapper, “Global Warning”, que tem parcerias com The Wanted, Shakira, Enrique Iglesias, JLo, Havana Brown e Xtina (não creio que ela decaiu assim), além da música que integra a trilha-sonora de “MIB – Homens de Preto 3”, Back In Time.

E quais seriam as “verdades” que citamos no título desse post? Bem, Pitbull é uma hitmaker, isso é inegável. Toda balada toca alguma música dele ou alguma que ele participou, e você tá lá fervendo e bate cabelo junto com ele, sem problemas, mas o cantor é um dos artistas mais vazios da atualidade. Notem: todas suas músicas são iguais, parece que ele canta sempre a mesma coisa, só mudando a batida um pouquinho ali e acolá. E os clipes? Piores ainda. Sempre a mesma coisa, a mesma roupa (aquele terninho batido), as mesmas caras de malvado, tudo, tudo igual. Se mudar algo é por causa do parceiro de feat (como nos casos com a JLo em One Floor e Dance Again). E faz sucesso, e muito! Farofa domina o mundo. Black Eyed Peas, que tem uma música com o mesmo nome e que é infinitamente melhor, pelo menos usa a tecnologia e o carisma ao seu favor.

Falando do clipe em questão, ele é terrível. A música, incrivelmente mal produzida, é a repetição incansável do refrão, que é ruim. Fora aquela pegada “balada louca cheia de bebidas, mulheres seminuas (e até nuas aqui), muito dinheiro, praias, ryqueza e glamour”, em outras palavras, vazio, plástico. Os artistas não notaram ainda que esses clipes já cansaram? Que não levam a lugar algum? Pfvr diretores de clipes, acordem pra Black Jesus. 3 minutos a menos de vida.

Assistam agora ao clipe de Don’t Stop The Party.



Nicki Minaj mostra que ama seus fãs e lança clipe da amada "Va Va Voom"!
 


Nicki Minaj lançou há pouquíssimo tempo dois clipes, o de The Boys e o clipe-jabá Come On a Cone, que serviu como divulgação pro seu novo álbum, o “The Re-Up”. Nesta sexta, 26, ela lança mais um clipe, o da amada e deliciosa faixa Va Va Voom, um pop oitentista presente do seu álbum anterior, “Roman Reloaded”. E foi apenax por causa dos fãs (Gaga deveria criar vergonha e fazer a Minaj, lançando os clipes de Dance In The Dark Scheiße, mas isso é outra história).

Desde o lançamento do “RR”, os fãs caiam em bando no Twitter pedindo para Va Va Voom virar single, mas Menage estava ocupada demais lançando seus rap e suas farofa. A insistência foi tanta que a faixa foi enviada para as rádios americanas, mesmo não sendo single oficial. E agora a cantora liberou o vídeo clipe, e está super fofo. No clipe, Minaj usa a vibe princesas, cheio de unicórnios, glittler e magia, indo de Branca de Neve à Rainha Má e seu famoso espelho. Um Wide Awake versão “Bumbum gigante”. O único ponto negativo foram os efeitos usados de zoom, que ficaram terríveis e bregas, mas como Onika SEMPRE erra nos clipes pop, esse se torna o melhor de todos (e não é pink!).

Depois de assistir ao clipe você deve ter parado e “epa, já vi isso antes!”, e já viu mesmo. O clipe foi gravado quando Minaj fez o ensaio pra revista Vibe, lá no comecinho do ano, então ela o guardou esse tempo todo só para presentear os barbz, ay que linda <3 Aqui embaixo vocês conferem umas fotos do ensaio e depois o clipe de Va Va Voom.




E aqui chegamos ao fim de nossa segunda edição de The Vespertine. Lembrando que a coluna e postada todas os sábados, ás 20H (horario de Brásilia), um beijo na woohoo de vocês e até semana que vem.
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Olá gente, eu sou o Woohoo, confira mais informações sobre mim clicando neste link. :B 

Vamos iniciar a nossa nova coluna com estilo, vamos falar sobre o videoclipe das Girls Aloud para a otima "Something New".

 

Com direção do Ray Kay, de "Whip My Hair" da Willow Smith e "Till The World Ends" da Britney, o clipe não é nada fantástico, mas tá lindo do início ao fim e com todas as Girls Aloud mostrando seu girl power! Em momentos chega a parecer ser apenas os bastidores de um photoshoot com uma ótima edição, mas isso é o que menos importa agora, porque estamos falando do retorno de uma das maiores girlbands do mundo e, utilizando o novo single como referência, "I don't wanna talk, I just wanna dance". Assista abaixo o clipe novo das Girls Aloud:

Bruno Mars lança clipe tridimensionalmente ruim para "Locked Out Of Heaven"!

 

Nessa nova fase, Bruno Mars resolveu usufruir de toda a liberdade que ganhou com sua gravadora pelo êxito de seu primeiro trabalho e, basicamente, o que temos no clipe do novo single é isso. Mars cantando, Mars fumando, Mars brincando com os amigos, Mars posando pra fotos e Mars acabando com uma ótima música. Visualmente falando, o clipe brinca com elementos do reggae e com uma pegada mais retrô, tipo a estática de televisão e até o flerte com o 3D — qual Marina & The Diamonds sabe "brincar" muito bem. Ficou tudo um tanto fora do lugar, se tornando um material desconexo e até mesmo fraco para um comeback. No clipe ainda tem coisas que se salvam, tipo as cenas coloridinhas com algumas modelos, o que achamos bem bonito, mas ainda assim, depois de tanto tempo preso do lado de fora do paraíso, dava pra voltar com algo mais intere$$ante, hein Bruno?! Assista abaixo o clipe novo do Bruno Mars:


Agora para encerrarmos esse primeiro dia da coluna também em grande estilo,vamos falar sobre "Steppin' Out With My Baby" dueto entre Tony Bennett e Christina Aguilera.



Faixa que foi originalmente lançada em 1984 para o filme-musical "Easter Parade". Na versão de Tony com Aguilera, "Steppin' Out With My Baby" ficou bem fiel à sua versão original, mas ainda assim sem perder aquele ar de novidade. Não precisamos dizer que achamos ótimo, não é mesmo?! Ouça abaixo a parceria desses dois:

 

Lembrando que a coluna e postada todas as sexta-feiras, ás 20H (horario de Brásilia), um beijo na woohoo de vocês e até semana que vem.